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Ouvidoria do MPMT atende moradores da região do Parque do Lago

10 Outubro 2019
Ouvidoria do MPMT atende moradores da região do Parque do Lago

Falta de coleta de lixo após a realização da feira, terrenos baldios servindo de esconderijo para marginais, número insuficiente de vagas em creches para atender a demanda, ausência de posto policial, sede da associação de moradores sucateada e fechada, praças com bancos e brinquedos quebrados, abastecimento irregular de água, falta de especialidades médicas na policlínica e poucos ônibus com ar-condicionado. Estes são alguns dos problemas enfrentados pelos moradores da região do Parque do Lago, em Várzea Grande, que foram relatados à Ouvidoria Itinerante do Ministério Público do Estado de Mato Grosso no sábado (05), durante realização do Projeto Viva o Seu Bairro.

De acordo com o presidente de honra do Parque do Lago, Sixto Rodrigues, 82 anos, a falta de coleta de lixo após a realização da feira é um problema que se arrasta há meses e que incomoda os moradores que residem nas ruas próximas de onde a feira é realizada todos os domingos. “Depois que a feira termina a rua fica coberta de lixo, restos de alimentos, sobras de verduras estragadas, enfim, o local fica um verdadeiro lixão a céu aberto até terça-feira, quando a prefeitura vem e faz a limpeza. Eu já fui lá na Prefeitura para tentar resolver este problema, mas até agora nada foi feito. O certo era os feirantes se responsabilizarem pela limpeza da rua após a feira. Não é correto eles virem aqui, venderem e deixarem o lixo todo espalhado”, relata.

Outro problema destacado por ele é com relação ao abastecimento de água no bairro. “Aqui na região do Parque do Lago, que engloba os bairros Maringá 1, 2 e 3, além do 8 de Março, o abastecimento de água é muito ruim. Não tem uma regularidade. O problema de falta de água aqui em Várzea Grande é crônico e antigo. Outra dificuldade que nós temos aqui no bairro é a falta de especialidades médicas na Policlínica. Não tem geriatra e ortopedista. Isso é um transtorno para os moradores que precisam ser atendidos por estes profissionais de saúde. Temos que ir procurar ajuda em outros bairros”, conta Sixto Rodrigues.

Assim que a Ouvidoria começou a atender, a moradora Thayná Santos Vieira, 24 anos, veio relatar outro problema enfrentado pelos moradores que residem nas proximidades da Rua 31 de Março. “Tem um terreno público da Emater que é enorme. Aquilo ali é um verdadeiro lixão. Tem de tudo. As pessoas jogam entulho, animais mortos, móveis velhos e lixo doméstico. Na época da seca o mato pega fogo e na época da chuva fica cheio de animais peçonhentos. Além disso, o local serve de esconderijo para bandidos. Nós mulheres temos medo de passar por ali, principalmente se estivermos sozinhas ou com crianças. Como é uma área pública acho que o Estado ou o município – não sei quem é o responsável – tem que fazer a limpeza. Não dá mais pra ficar do jeito que está”.

O presidente do bairro relatou, ainda, que outra dificuldade é com relação à Associação de Moradores, que está fechada. “A energia foi cortada e está tudo quebrado e velho. Não tem condições de usar o espaço. Os moradores aqui são de baixa renda, não têm verba para mandar arrumar. A prefeitura diz que a associação é de responsabilidade de quem reside aqui, mas sem dinheiro como vamos reformar? A Associação não tem renda própria. Por outro lado, o espaço faz falta. Quando ele funcionava, além de reuniões, nós usávamos a Associação para fazer cursos profissionalizantes para os moradores. Tínhamos curso de cabeleiro, de artesanato, entre outros. Agora acabou tudo e nós não temos condições de arrumar”, afirma.

Saiba mais - A Ouvidoria do MPMT tem como objetivo atender as demandas da sociedade e elevar a transparência do trabalho desenvolvido pela instituição. Além do atendimento itinerante, a população pode acessar esse serviço pelo telefone 127, aplicativo MP Online (disponível para os sistemas operacionais Android e iOS), e-mail ouvidoria@mpmt.mp.br, formulário eletrônico de manifestação e atendimento presencial na sede da Procuradoria-Geral de Justiça, localizada na Rua 04, s/nº - Centro Político e Administrativo, em Cuiabá, aberta ao público de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h.

Fonte: MPMT








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